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É possível ressignificar a ausência?


O dia das mães, que foi comemorado no último domingo, dia 10 de maio, foi atípico. Muitos filhos, seguindo as recomendações em tempos de pandemia, precisaram adiar o tão esperado abraço em suas mães, para assim, demonstrarem seu cuidado respeitando o isolamento social. Esse dia das mães foi um dia repleto de saudade, mas não faltou amor: visitas pela janela, chamadas de vídeo, homenagem nas redes sociais e os presentes encaminhados foram algumas das formas que os filhos encontraram de demonstrar amor à distância.

Como esse, outros eventos repletos de significado precisaram ser alterados. Não só os grandes eventos, mas atividades cotidianas também. Algumas empresas adotaram o teletrabalho como alternativa para não interromperem as operações, médicos e terapeutas têm atendido de forma remota, escolas adotaram a modalidade online e até os artistas transferiram seus grandes shows para as salas de suas casas com o advento das lives. O mundo parou, mas nem tanto. Estamos descobrindo novas formas de fazer o que sempre foi automático.

As redes e mídias sociais estão repletas de profissionais disponibilizando seus conhecimentos gratuitamente por pura solidariedade. Treinos físicos, manifestações artísticas e cursos de diversas áreas possibilitam que pessoas façam da quarentena um tempo produtivo, além de promover o alívio da ansiedade que se agravou tanto nos últimos meses.

A quarentena, portanto, se apresenta como um momento de ressignificação. Os amigos que combinam um happy hour virtual e os casais que decidiram consumar a união fazendo casamentos transmitidos nas redes sociais nos mostram que o significado das coisas vai além das cerimônias. Tudo se resume em querer estar presente e querer fazer acontecer. Percebemos que é possível nos reinventar e repensar todo o resto.

Uma vez que todas as estruturas da sociedades foram abaladas, nunca foi tão necessário parar e pensar: como eu posso me adaptar? E então deixamos o estado de inércia para retomarmos a caminhada, estabelecendo um “novo normal”. Repensar nossas prioridades e voltar os olhos para a solidariedade e cuidado com o próximo são pequenos passos para vencer os tempos difíceis. Hoje tudo tem um novo significado: a ausência, os abraços adiados e os encontros virtuais. Em breve, tudo terá um valor especial.



Por Layane Almeida

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