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  • Isabella Procópio

As terapias alternativas e a crise econômica na pandemia do Covid-19

Impotência: 1. falta de poder, força ou meios para realizar algo; impossibilidade.

"Eu não vou conseguir" e "Eu não aguento mais" são expressões que descrevem muito bem nosso estado de espírito durante a quarentena. A linha que separa uma da outra é bastante tênue e todo cuidado é pouco. Enquanto o mundo vira ao contrário, empresas quebram, pessoas morrem e o único dever da população é ficar em casa, começa a surgir um grande sentimento de impotência dentro de cada um nós. Essa impotência automaticamente leva à angústia e vai nascendo então a sensação de impossibilidade. Mas é nesse momento que a linha divisória do "Não posso" e do "Não aguento" deveria se unificar a outra mais importante, a do "Eu preciso de ajuda". Reconhecer que não está bem é o primeiro passo, para depois respirar fundo e debater silenciosamente sobre qual seria o melhor jeito de tratar o que quer que esteja acontecendo. Se a conversa com um psicólogo for um obstáculo, terapias alternativas podem ser a solução, sobretudo na atual situação.

Terapias ou medicinas alternativas, como Yoga, meditação e acupuntura são formas de trabalhar com a mente que já provaram ser eficientes em muitas circunstâncias, além de fornecer equilíbrio interior e ajudar contra a ansiedade e outros fatores do corpo. Com esses métodos é possível entender e respeitar o nosso tempo, sempre com foco em nossas energias. Cada alma pede por um meio de descanso e cada corpo sinaliza sua necessidade.

O Conselho Federal de Psicologia liberou, há dois anos, o atendimento terapêutico online, que desde então vem sendo muito útil para aqueles que não podem comparecer presencialmente nas sessões. O mesmo serve para terapias como o Reiki que possibilita sessões pelo Whatsapp, Skype, entre outros. O atendimento online também foi um meio dos profissionais da área não saírem totalmente prejudicados após o fechamento de suas clínicas com o decreto oficial de quarentena dado pela OMS. Mas ainda assim, muitos passarão por elevadas dificuldades. Para as empresas de outras áreas que estão completamente fechadas, estima-se que o prejuízo seja ainda muito maior. A população mundial vive em constante medo.

Em face à crise econômica mundial, outro problema surge. Enquanto a classe alta e a classe média se protegem, a classe mais baixa fica desamparada e sem recursos para sobreviver. Os trabalhadores com menos renda, têm menos probabilidade de se beneficiar do subsídio do governo e do trabalho a partir de casa, além de perder os recursos mais óbvios como o próprio emprego. Nos Estados Unidos, em um mês, 22 milhões de pessoas perderam seus empregos. Já no Brasil mais de 1 milhão de trabalhadores tiveram contrato suspenso ou salário reduzido. Os números não mentem e só tendem a piorar. As cicatrizes dessa crise ficarão para sempre, por isso é necessário pensar em meios de apaziguá-la, de não torná-la a mais traumatizante.

Apesar de tanto caos, reconheceremos também boas recordações. 1. Em muitas cidades brasileiras abrigos emergenciais estão sendo construídos para acolher os desabrigados durante a pandemia. 2. O governo pede que cada abrigo faça sua parte em relação a manter a distância de dois metros de cada morador e de cada funcionário. 3. Em Uberlândia um grupo denominado "Anjos das Ruas" agem como verdadeiros anjos distribuindo nas noites de Terça-feira refeições aos moradores de rua, além de doações de roupas. 4. Muitos jogadores de futebol doaram cestas básicas por todo o Brasil. Um bom exemplo foi o caso dos jogadores do Clube Atlético Mineiro, junto de seu diretor Alexandre Matos que realizaram ações solidárias nessa última semana, levando marmitas a vários pontos de Belo Horizonte. O projeto foi batizado de "Marmitada" e teve grande impacto para aqueles que necessitam.

A desigualdade infelizmente existe e ainda persistirá por muitos e muitos anos. Não há métodos suficientes que tirem de nós o que temos de mais enraizado, o egoísmo. Por isso é necessário que trabalhemos com esse egoísmo em prol de transformá-lo em algo mais. Em algo para o outro, para os outros, pela empatia.


Por Isabella Procópio Ribeiro Fontes: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/03/28/Quais-as-medidas-para-a-popula%C3%A7%C3%A3o-de-rua-na-pandemia


https://brasil.elpais.com/economia/2020-04-13/como-sera-a-economia-apos-o-coronavirus.html

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